GEO | Será o fim do mundo? |
Publicada em: 00/00/0000
Você já conheceu aqui o trabalho de algumas ONGs do mundo e viu o quanto ele é importante. Nesse começo de ano mais uma dessas organizações civis, a Oxfam, vem nos fazer um alerta. Segundo essa ONG, os desastres naturais quadruplicaram em 20 anos devido à mudança climática, e algo deve ser feito para que as consequências não sejam devastadoras para a humanidade.
Essa proximidade com a morte marcou profundamente o poeta e suas poesias.
| ANDORINHA, ANDORINHA Andorinha lá fora está dizendo: - Passei o dia à toa, à toa! Andorinha, andorinha, minha cantiga é mais triste! Passei a vida à toa, à toa... Manuel Bandeira |
Embora muitas pessoas falem da melancolia de Manuel Bandeira, podemos perceber mesmo em seus poemas mais triste, uma certa serenidade.
| TESTAMENTO O que não tenho e desejo É que melhor me enriquece. Tive uns dinheiros perdi-os... Tive amores esqueci-os. Mas no maior desespero Rezei: ganhei essa prece. Vi terras da minha terra. Por outras terras andei. Mas o que ficou marcado No meu olhar fatigado, Foram terras que inventei. Gosto muito de crianças: Não tive um filho de meu, Um filho!... Não foi de jeito... Mas trago dentro do peito Meu filho que não nasceu. Criou-me desde eu menino, para arquiteto meu pai. Foi-se-me um dia a saúde... Fiz-me arquiteto? Não Pude! Sou poeta menor, perdoai! Não faço versos de guerra. Não faço porque não sei. Mas num torpedo-suicida Darei de bom grado a vida Na luta em que não lutei! Manuel Bandeira |
Tristeza e serenidade são alguns dos traços dos poemas, mas não foram os únicos. Bandeira também era muito bem humorado em seus poemas.
| NAMORADOS O rapaz chegou-se para junto da moça e disse: - Antônia, ainda não me acostumei com o seu corpo, com a sua cara. A moça olhou de lado e esperou. - Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada? A moça se lembrava: - A gente fica olhando... A meninice brincou de novo nos olhos dela. O rapaz prosseguiu com muita doçura: - Antônia, você parece uma lagarta listada. A moça arregalou os olhos, fez exclamações. O rapaz concluiu: - Antônia, você é engraçada! Você parece louca. Manuel Bandeira |
Os dados da pesquisa realizada pela ONG mostram que o número de pessoas atingidas todos os anos por catástrofes naturais causadas pela mudança climática passou de 174 milhões entre os anos de 1985 e 1994, para 254 milhões no período de 1995 a 2004. O número das inundações também cresceu muito. Em 1980 foram 60 em todo mundo, já em 2006 foram 240.
Apesar das grandes crises, como a da fome na África no começo dos anos 80, o ciclone que atingiu Bangladesh em 1991, a epidemia de ebola africano ou o tsunami asiático causarem um número muito maior de mortes, são os pequenos e médios desastres que estão ocorrendo cada vez em maior número, o que é a maior preocupação da ONG. O número de vítimas mortais devido a esse tipo de desastre passou de 6 mil, em 1980, para 14 mil em 2005.
Manuel Bandeira foi o mais respeitado autor da geração de 22, mesmo que nunca tenha se afastado totalmente de influências de movimentos literários do passado, como o Simbolismo.
As suas poesias foram referência para os demais autores. Bandeira soube como nenhum outro poeta explorar a liberdade dos versos livres sem no entanto perder a beleza em seus poemas.
| Bandeira morreu em 1968, aos 82 anos de idade, ultrapassando todas as previsões dos médicos... |
Segundo a ONG, mesmo sendo pequenos fenômenos, como estão ocorrendo um após outro e em um número crescente de vezes, fica difícil para as cidades e comunidades pobres se recuperarem totalmente.
Para piorar as coisas, muitos desses países mais pobres e menos desenvolvidos são também mais propensos a sofrer desastres meteorológicos. O Vietnã, por exemplo, em um mesmo ano foi atingido em agosto por graves inundações que devastaram as províncias centrais do país, e em outubro pelo tufão "Lekima", causador de grandes deslizamentos de terra e de novas inundações. Além disso, as secas estão se tornando cada vez mais frequentes nesse país.


















