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Mario Balotelli e o racismo no futebol europeu


Publicada em: 25/06/2012

O futebol não foi o principal assunto na semana de abertura da Eurocopa, o torneio entre as melhores seleções nacionais europeias, dessa vez realizado na Polônia e na Ucrânia. Antes mesmo de a bola rolar, muito se falava do atacante italiano Mario Balotelli, mas não por causa de seus feitos dentro de campo.

 

Um dos poucos jogadores negros a terem atuado pelo selecionado time italiano, Balotelli, de 21 anos, vem sendo vítima de preconceito racial desde que jogava pelo clube Internazionale, de Milão, e havia um forte temor de que os insultos contra o jogador voltassem a ocorrer na estreia da seleção italiana. Recém-contratado pelo Manchester City, da Inglaterra, o jogador chegou a ameaçar que deixaria o gramado caso fosse ofendido pela torcida. Em entrevista a um jornal inglês, o jogador foi além, dizendo: “Se alguém me jogar uma banana na rua ou no campo, eu serei preso, porque irei matá-lo”. Porém, Balotteli simplesmente permaneceu em campo quando cerca de 200 torcedores imitaram o som de macacos para insultá-lo durante o duelo entre Espanha e Itália, realizado em Gdansk, na Polônia.


Balotelli tem muitos motivos para se indignar com as provocações racistas que vem recebendo desde que estreou no futebol profissional. Além do simples fato de esse tipo de atitude ser criminosa e hedionda, é importante lembrar que a família do jogador já sofreu duras penas por causa do racismo. O talentoso atacante italiano nasceu em Palermo, na Sicília. É filho de imigrantes ganeses, Thomas e Rose Barwuah, mas, com três anos de idade, foi entregue para adoção por uma família italiana, que lhe conferiu o sobrenome “Balotelli”. Sua nacionalidade italiana só foi reconhecida quando tinha 18 anos de idade, já que o fato de nascer em solo italiano não é considerado condição suficiente para que alguém adquira a nacionalidade italiana, privilegiando-se sempre a origem biológica da pessoa.

 

Não bastasse, portanto, a discriminação que o jogador e seus pais biológicos devem ter sofrido no país estrangeiro, a família adotiva de Balotelli também foi duramente afetada pelo racismo. Antes do início da Eurocopa, a seleção italiana realizou uma visita a um campo de concentração nazista em Auschwitz, onde centenas de milhares de judeus foram mortos durante a II Guerra Mundial. Durante a visita, Balotelli revelou aos presentes que três das vítimas das câmaras de gás utilizadas para a execução dos prisioneiros haviam sido parentes de sua família adotiva.

 

Para assegurar seu orgulho pela origem ganesa, o atacante italiano se inscreveu na competição de seleções europeias utilizando o nome “Barwuah Balotelli”, unindo, assim, sua nova e antiga família, num gesto que parte da sociedade europeia ainda precisa aprender.

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Balotelli é um dos mais promissores jogadores de futebol da atualidade, mas isso não o tem protegido contra as ofensas racistas que tem recebido desde que começou a jogar no nível profissional. Frequentemente, torcedores imitam barulhos de macacos e lhe atiram bananas no gramado

O futebol não foi o principal assunto na semana de abertura da Eurocopa, o torneio entre as melhores seleções nacionais europeias, dessa vez realizado na Polônia e na Ucrânia. Antes mesmo de a bola rolar, muito se falava do atacante italiano Mario Balotelli, mas não por causa de seus feitos dentro de campo.

 

Um dos poucos jogadores negros a terem atuado pelo selecionado time italiano, Balotelli, de 21 anos, vem sendo vítima de preconceito racial desde que jogava pelo clube Internazionale, de Milão, e havia um forte temor de que os insultos contra o jogador voltassem a ocorrer na estreia da seleção italiana. Recém-contratado pelo Manchester City, da Inglaterra, o jogador chegou a ameaçar que deixaria o gramado caso fosse ofendido pela torcida. Em entrevista a um jornal inglês, o jogador foi além, dizendo: “Se alguém me jogar uma banana na rua ou no campo, eu serei preso, porque irei matá-lo”. Porém, Balotteli simplesmente permaneceu em campo quando cerca de 200 torcedores imitaram o som de macacos para insultá-lo durante o duelo entre Espanha e Itália, realizado em Gdansk, na Polônia.


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Em visita a um dos antigos campos de concentração usado pelos nazistas durante a II Guerra Mundial, Mario Balotelli revelou que três membros de sua família adotiva estavam entre as centenas de milhares de judeus mortos nas câmaras de gás. É mais um motivo para que o jogador se revolte contra as ofensas que tem recebido

Balotelli tem muitos motivos para se indignar com as provocações racistas que vem recebendo desde que estreou no futebol profissional. Além do simples fato de esse tipo de atitude ser criminosa e hedionda, é importante lembrar que a família do jogador já sofreu duras penas por causa do racismo. O talentoso atacante italiano nasceu em Palermo, na Sicília. É filho de imigrantes ganeses, Thomas e Rose Barwuah, mas, com três anos de idade, foi entregue para adoção por uma família italiana, que lhe conferiu o sobrenome “Balotelli”. Sua nacionalidade italiana só foi reconhecida quando tinha 18 anos de idade, já que o fato de nascer em solo italiano não é considerado condição suficiente para que alguém adquira a nacionalidade italiana, privilegiando-se sempre a origem biológica da pessoa.

 

Não bastasse, portanto, a discriminação que o jogador e seus pais biológicos devem ter sofrido no país estrangeiro, a família adotiva de Balotelli também foi duramente afetada pelo racismo. Antes do início da Eurocopa, a seleção italiana realizou uma visita a um campo de concentração nazista em Auschwitz, onde centenas de milhares de judeus foram mortos durante a II Guerra Mundial. Durante a visita, Balotelli revelou aos presentes que três das vítimas das câmaras de gás utilizadas para a execução dos prisioneiros haviam sido parentes de sua família adotiva.

 

Para assegurar seu orgulho pela origem ganesa, o atacante italiano se inscreveu na competição de seleções europeias utilizando o nome “Barwuah Balotelli”, unindo, assim, sua nova e antiga família, num gesto que parte da sociedade europeia ainda precisa aprender.